Quem assiste a uma prova de IPSC pela primeira vez costuma se surpreender: o atleta não fica parado diante de um alvo fixo. Ele se desloca, muda de posição, resolve alvos em distâncias diferentes e tudo isso contra o relógio. Veja como funciona.

As pistas

Cada competição é dividida em pistas (as stages), montadas de forma diferente a cada evento. O atleta só conhece o desenho da pista no dia da prova, durante o reconhecimento. Pelo regulamento, as pistas se dividem por tamanho: curtas, com até 12 disparos; médias, com até 24; e longas, com até 32.

Os alvos

Os alvos de papel têm zonas de pontuação: a zona A, no centro, vale 5 pontos; as zonas C e D valem menos. Há também alvos de aço, que caem ou soam quando atingidos, e alvos de "não atirar", que penalizam quem os acerta. Errar um alvo também custa pontos.

O hit factor

O coração do IPSC é o hit factor: a soma dos pontos dividida pelo tempo gasto na pista. Ele recompensa o equilíbrio. Atirar muito rápido e errar derruba a pontuação; ser preciso demais e lento também. O atleta com o maior hit factor em cada pista leva a pontuação máxima dela, e os demais recebem proporcionalmente.

Divisões e fator de potência

Os atletas competem em divisões conforme o equipamento, como Production, Standard e Open. A munição também é classificada pelo fator de potência (peso do projétil multiplicado pela velocidade), que separa as categorias Minor e Major e altera o valor das zonas C e D.

É essa combinação de precisão, potência e velocidade que dá ao IPSC o seu lema: Diligentia, Vis, Celeritas.